Oeeee galera! Hoje vou apresentar mais uma banda brasileira maluca AI QUE NOVIDADE!
O grupo araticum é uma junção de 5 caras de SP, cada qual trazendo ao projeto um certo apanhado de instrumentos, e (parte legal!) um apanhado de estilos musicais da américa latina; cada música introduz elementos dos estilos musicais com os quais se familiariza, numa sonzeira plenamente instrumental.
Eu gostaria muito de passar com precisão os sentimentos que me causa esse projeto; como estudante de harmonia, piro o cabeção sem parar ao longo do álbum TARDE com a ambientação que vai, volta, viaja, fica feliz, triste, suspensa, dança, descansa... Quero que vocês prestem atenção nisso, escutando o som de maneira atenta, entregue... Sentindo as emoções que flutuam pelo disco todo! Querem tentar uma experiência? Antes de dar o play na primeira música, imaginem a seguinte cena:
Uma pessoa mergulha fundo no meio do oceano. À medida que ela afunda na água azul esverdeado, bolhas de ar ao seu redor lutam para voltar à superficie. Raios de luz penetram n'água, criando feixes e linhas por todo o oceano. Silêncio. De um lado, água. Do outro, água. Silêncio. Bolhas de ar fogem do pulmão, carentes da superfície. Silêncio. Silêncio. Agora feche os olhos e dê o play de o play e feche os olhos. :)
Outra coisa que é muito legal é a combinação de elementos eruditos (loooongos arpejos de flauta transversal e floreados gravíssimos do violão de 7 cordas) com elementos de músicas tradicionalistas (ritmo de baião, harmonia de músicas latinoamericanas) e, claro, outros temperos característicos (ponto pra quem achar o trecho de referência ao super mario hahaha)!
Angelo Ursini - flauta transversal, sax alto, sax tenor, clarinete, kenas, sampoñas, pífanos, caxixis, composições e arranjos. Bruno Duarte - vibrafone, bateria, e percussão: cajon, mini cajon, rebolo, caxixis, guizos, triângulo, cuíca, tamborim, efeitos, composições e arranjos. Ricardo Barros – violão de sete cordas, guitarra, guitarra portuguesa, kalimba, composições e arranjos. Ricardo Pesce - Sanfona, piano,composições e arranjos. Vinicius Pereira – Contrabaixo acústico de cinco cordas, composições e arranjos.
O título da postagem se limita apenas ao nome da banda
justamente por possuir uma carreira curta de um herdeiro: Above.
Dentro de uma clinica de reabilitação, McCready conheceu um
baixista local, John Saunders, e junto a Staley, na época em hiato com AIC, e o
baterista B. Martin nasce Mad Season, parto normal. Tendo a ideia original
surgida dentro de duas mentes em recuperação por drogas, somado aos problemas
semelhantes de Layne, não é de se espantar as letras que fazem peso às canções.
O que chama a atenção é o ambiente que se cria nesse projeto; mais do que o
rótulo que carregam de grunge, o som do grupo é um blues cinza feito concreto.
A primeira música do álbum já demonstra claramente o clima
soturno em que os integrantes viviam na época. Wake Up é uma baita declaração
de desespero – outra palavra que define muito bem a musicalidade apresentada.
Lenta e timidamente, a canção começa com o baixo que por todo o restante te
prende na melodia. Como companhia surgem toques na guitarra como que por acaso
palhetasse nas cordas avulsas em conjunto a leves batidas da bateria. No mesmo
passo da harmonia, também tímido o vocal surge desconfortável de estar ali numa
mesa em que não tem intimidade com ninguém. Mais do que apenas a intro de uma
música, é a intro fidedigna de todo o trabalho que está por vir. Seu ápice é
formado em uma explosão da bateria com arranhos na guitarra e uma voz grunge suja, findando na
mesma calmaria que iniciou.
Na sequência, X-Ray Mind apresenta uma percussão experimental que aparecerá ainda mais em outras
faixas. Confesso que, ouvindo pela primeira vez, ainda estava apaixonado por Wake
Up e nada me traria maior encanto, mesmo já tendo passado pelo hit River of Deceit e pela I’m Above com um belíssimo solo de violão, e onde Mark Lanegan empresta sua voz, até ouvir Artificial Red. Blues, quase que puramente
blues, ficava maravilhado ao poder ouvir Layne interpretando um som desses.
Pegue uma
madrugada de inverno e entre em um daqueles bares minusculos sob o solo, com um
neon piscando quase queimado na fachada. Sente em uma mesa de madeira lascada e
à sua frente, ao fundo do espaço, por cima de chapéus e cabelos, em um palco de
trinta centímetros do chão, escondidos pela fumaça densa de tantos cigarros
acesos, por conta da permissão da lei da época, estão uns caras tocando
blues. Mad Season, Artificial Red.
As duas próximas
faixas, Lifeless Dead e I Don’t Know Anything, são as que mais chegam próximo a
um grunge pitoresco. Reflexo verossímil da carreira que os integrantes já
participavam; não me espantaria se visse alguma delas em um trabalho de Alice
in Chains. E então, como uma terceira injeção de êxtase, após Wake Up e
Artificial Red, vem a oitava faixa, Long Gone Day. Canção mais experimental do álbum, excelente viagem acústica composta por batuques de percussão, cello,
um sax fazendo jus ao blues, e Lanegan contribuindo nos vocais mais uma vez.
Tamanho experimentalismo aqui que lembrei instantaneamente de Tom Waits ao
ouvi-la. Cabível no mesmo bar do neon quase queimado.
As duas ultimas
musicas são a conclusão do que lhe foi passado. November Hotel, mais
experimentalismo, batuques, variações e solos em efeitos, é um instrumental
fora de todo o preceito criado com as canções anteriores, seguida de algo que
poderia se considerar sua extensão, All Alone. Praticamente um mantra, calma,
demonstra a retirada do trabalho com a mesma timidez lúgubre em que chegou.
Não há uma única canção ruim.
O grupo se desfez quando os integrantes começaram aos poucos
a voltar a seus respectivos projetos principais, culminando no seu mais do que
certo fim com a morte de Saunders. Sem dúvida um grupo que teria feito muito
sucesso se fosse adiante, entretanto conseguiram deixar aqui seus gritos de
desespero.
Pessoal, Thiago V. por aqui, o fundador do blog no longínquo ano de 2007. Enfim, depois de muito tempo, o The Musical Box Blog está de volta, como vocês já devem ter percebido com as postagens de meus novos colaboradores, Luigi e Gustavo. Lá se foram alguns bons anos sem posts novos, desde 2008 se eu não me engano...
Agora, sem a pretensão de publicar regularmente e sim quando apenas der na telha, quando surgir a vontade de compartilhar algo novo, estamos de volta. Acho que assim o negócio rende mais. Sem a obrigação de publicar toda semana e tudo mais. Especialmente com a ajuda de meus amigos, Luigi Bahia e Gustavo Benedet, que vocês já conheceram brevemente com seus sensacionais posts. A possibilidade de um blog com vários colaboradores me animou até para eu renovar meu iTunes e ouvir o que os meus companheiros estão recomendando.
Aliás, a vida do blog vai seguir assim por enquanto, com posts meus, do Luigi e do Gustavo (quem sabe, mais para frente, ainda apareçam outras pessoas). Cada um com seu estilo próprio. Como já disse o Luigi pra mim, talvez a irregularidade constante de alguns, no fim, acabe se tornando uma regularidade. É o que esperamos!
Feita essa pequena introdução, vamos à pequena e grande experiência e recomendação sonora de hoje: Steven Wilson.
O blog nasceu para compartilhar experiências oriundas do rock progressivo e se desenvolveu abrindo espaço para outras vertentes do rock. No entanto, hoje é aquele bom e velho rock progressivo que está de volta por aqui.
O rock progressivo, que teve o seu ápice nos anos 70 com bandas da magnitude de Pink Floyd, Genesis, Yes e Van der Graaf Generator, sempre foi visto como uma vertente datada da mencionada década. O que veio depois nunca se comparou com a época de ouro de prog. Ainda que muita gente insista em dizer que Dream Theater é rock progressivo e - o que ainda é pior - que essa banda metida à prog presta.
Steven Wilson vai contra essa tendência. Vocalista do Porcupine Tree, sua carreira solo foi uma inesperada surpresa nesses últimos tempos. Graças ao companheiro Diogo Labegalini que me indicou o cara, ouvi com atenção e posso dizer sem medo: o último álbum dele, o The Raven That Refused To Sing (And Other Stories), é, com toda a certeza desse mundo, o melhor disco de 2013 e uma das melhores experiências progs que ouvi desde que conheci o Genesis pela primeira vez.
As guitarras do disco lembram (e muito) o clássico guitarrista do Genesis, Steve Hackett (que considero o melhor de todos ao lado do Howe, do Yes); principalmente na faixa Drive Home, uma das melhores do disco. Então, só por aí, vocês já podem perceber como tem coisa boa nessa álbum.
São apenas seis faixas - como os velhos e clássicos álbuns de prog -, e cada uma possui sua identidade própria. Luminol, uma das melhores do álbum, abre com uma pujança que empolga. Os animados slaps de baixo dão a tona do que vem a seguir: muito virtuosismo instrumental à la melhores momentos da carreira do Yes. O uso perfeito das harmonias vocais nessa faixa é algo que deve ser destacado também. O final da música é simplesmente épico.
Drive Home é aquela música para se ouvir no carro, de vidros abertos, e com vento na cara. Com uma sensação de liberdade musical incrível, a faixa tem uma força própria que salvaria qualquer álbum medíocre do fracasso. O solo de guitarra dessa música é um dos melhores já produzidos no meio musical nos últimos dez anos. Talvez a melhor do disco ao lado de Luminol. Aqui vai uma preview da música com seu belo videoclip:
The Holy Drinker e The Pin Drop são músicas mais soturnas e obscuras, lembrando o bom e velho experimentalismo de bandas como Van der Graaf Generator e Gentle Giant (bandas que me vieram à cabeça nesse momento). A primeira tem um uso de viradas de guitarras bem interessante, além do bom uso dos componentes vocais.
Mais calma e acústica, The Watchmaker é outra faixa sensacional. Ao final de tudo, o disco encerra com uma canção que poderia muito ser a trilha sonora de um velório ou de um enterro - assim como o é Watcher of the Skies, do Genesis -, a faixa que dá o título ao álbum: The Raven That Refused To Sing (And Other Stories). Engraçado que eu tive essa percepção quando ouvi a faixa pela primeira vez e li outra pessoa dizendo exatamente o mesmo na internet em uma review desse álbum. Aqui está.
Convidado a ajudar no renascimento deste blog, mais na
ideia de simples recomendações como qualquer outra ambição, minha primeira
participação é, ou melhor, são.
Se houve algo em termos de musica que realmente, e ainda
quase que literalmente, me fez conhecer aquela famosa “desligar do mundo ao
redor” foi e ainda é o movimento post-rock. Meu acervo surgiu a partir de três
bandas: Sigur Rós, Explosions in the Sky e, por ultimo e ainda mais importante,
visto que foi com essa especificamente que me apresentou as anteriores e todo o
resto por si, Mogwai.
As musicas em todas as três trazem aquela disforme
completude sonora. Algo ali parece não estar normal, mas está completo. É como
entrar em um ambiente, uma sala, e sentir prazer simplesmente por estar ali
dentro. Os sons, ruídos, as vozes distorcidas de Mogwai e a voz tersa de Jónsi,
do Sigur Rós, aparentam ser tudo meticulosamente construídos para que todo
o visual do ambiente venha à tona através da audição.
Mas claro, cada banda possui sua individualidade.Sigur Rós, como a própria definição da voz de seu vocal, representa muito bem aquilo
que é limpo e puro; definindo o som deles em uma palavra, eu diria: onírico. É
um som sem duvida onírico. O tipo de musica que te faz pensar “de onde diabos
veio isso?” e ainda assim te passa sensação de tranquilidade e você percebe que
aquilo, no fim das contas, é natural, e talvez até sinta que faz parte de ti. O
vonlenska é uma espécie de transporte para o imo.
Explosions in the Sky, EITS, nome que diz por si só, é
como o ato de voar, plainar e por vezes, vem a turbulência. Suas musicas
começam levemente, apenas surgem com introduções tímidas, batidas ou distorções
perdidas, e aos poucos ela vai se tornando mais robusta, mais concreta, vai
gradualmente engrossando até a ponto de explodir em uma enxurrada de barulho
com os quatro braços de cordas elétricas e a bateria que formam o grupo. Há certa similaridade dentre suas músicas,
visto dessa forma, surgir, crescer, explodir e seu fim, mas com certeza não se chegaria
a um esvoaçante ápice, não fosse todo o caminho construído para se chegar nele. Com um som totalmente instrumental, eloquência é verbete de mãe.
Por fim, depois de uma experiência sonhando e voando, vem
Mogwai e lhe dá um tapa na cara. O pior é que depois ainda te beija onde bateu.
Eu vejo o som desses caras como uma apresentação da realidade. Por mais que seja
minimalista seu som, algumas um pouco mais agitadas, outras ainda inteiras
naquela quietude, Mogwai consegue transformar o ato de viver em musica. O
ambiente que eles criam aqui é algo como quando você sai pra rua e sente prazer
em estar naquele “ali fora”. Basicamente, ao mesmo tempo em que mostra a
hostilidade do dia-a-dia, berra e cospe, também vem e diz que existem as coisas
boas e te reconforta. Êxtase e serenidade se fundem em alguns minutos e você
não sabe o que tá acontecendo e ainda assim gosta do que ouve.
Apenas recomendo com todas as forças as três bandas com
uma intensidade idêntica. Não quis deixar nada muito naquela de crítica musical
ou informações sobre álbuns e fases boas/ruins, minha ideia foi repassar meus
sentimentos sobre as musicas de cada, acredito que assim a ideia do som
proporcionado se interpreta melhor, como também é esse o conceito que
interpreto dos próprios sons apresentados; o que é abstrato. Lembrando que nada
melhor do que ouvindo, lógico.
Dica essencial: usem seus fones de ouvido. Escutem.
Fala galera! Belezinha? It's-a-me, Mario Luigi! Quando falei sobre Pitanga já estava num dilema ferrado sobre discutir a banda previamente mencionada ou esta banda que vos trago hoje: Soonanda(Face). Novamente, apresento um grupo que fogueteia através do teto em termos de inovação musical pela fusão de ritmos e estilos distintos; parte dos integrantes traz ao grupo vibrantes influências da música e percussão africana, por seu próprio histórico musical e pelo envolvimento com o grupo de dança e percussão afro Abayomi, enquanto os instrumentistas de sopro e cordas introduzem nuances de música contemporânea e matizes características de seus instrumentos (pessoalmente, viajo no clarinete) ao som rico e hipnótico do grupo.
O grupo se autodenomina inventivo e experimental, visando a quebra das delimitações da expressão musical — produzir, sentir, dançar — e os sentidos utilizados para apreciar o que se produz. A meu ver, é um belíssimo abandono da rotulação da arte (isto é música, isto é dança, isto é performance) e apresentação desta de maneira simples e complexa, única e holística: como Arte. E pronto.
Não tenho pra vocês um álbum baixável desta vez, mas no SoundCloud (tá ali embaixo também) dos caras, várias músicas expressam o que minhas palavras só fazem você perder tempo tentando entender, pois deve ser sentido.
Pra quem mora em floripa ou visita com frequência, o grupo se apresenta com frequência por lá, fazendo inclusive apresentações junto com o grupo Abayomi.
Para os leitores musicistas, fica minha reflexão sobre grupos como o Soonanda: EXPANSÃO. A música apresentada na sociedade como um todo é padronizada e formatada, e mesmo estudando e produzindo música de acordo com o que sentimos e queremos, podemos nos sentir encurralados por idéias repetitivas e mesmices musicais, presentes na vasta maoria das músicas de fácil acesso.
De progressões harmônicas mais do que surradas à ritmos repetidos e repetitivos, certos elementos estão constantemente presentes na maioria das músicas que conhecemos, e, portanto, ao acessarmos nosso acervo musical mental em busca de criatividade, encontramos um "formato criativo". O pessoal do Soonanda apresenta o novo, o alheio, o diferente. E pra quem tem fome musical, isso é um prato cheio de comidas novas pra degustar e aprender a preparar :) Um abraço!
Olá galera! Tudo bem com vocês? :) Me apresentando, sou Luigi e um dos recrutados no antigo projeto de revitalização do blog; apaixonado por música de corpo e alma, toco violão mas estudo música de modo geral, tentando cada vez mais compreender e saber comunicar dentro desta linguagem tão profunda e sublime.
Apresentando a banda que trago dessa vez, Pitanga em pé de Amora é uma banda que reflete bem o Brasil: uma senhora mistura. Da primeira vez que ouvi a banda, repeti o álbum até não aguentar mais escutar os caras. Os músicos são todos jovens, vinte e alguma coisa anos, e prezam pela liberdade musical, isto é, suas músicas flutuam entre estilos durante a execução sem pudor nenhum, juntando elementos e instrumentos de vários cantos e criando, ao longo do primeiro disco (clique e baixe) ambientes musicais felizes, alegres, tristes, bucólicos e cômicos (hilários!) entre as canções. Os músicos tomam como inspiração cenários muito antigos da música brasileira, usando-os numa espécie de reciclagem inspiracional para criar um som novo com elementos nostálgicos e, pelo caráter refinado da velha música brasileira, muito elaborados.
O trabalho coletivo norteia o cancioneiro do grupo, aonde os integrantes, (Angelo Ursini, Daniel Altman e Ga Setúbal, todos eles multi-instrumentistas), se revezam na autoria das composições letradas por Diego Casas, que além de letrista titular, também faz junto com Flora Popovic e Daniel Altman o vocal da maioria das canções. — Zé Carlos Cipriano
Pitanga em pé de Amora é, na minha opinião, uma das bandas do novo cenário musical brasileiro que comprovam, com muita força, a qualidade da arte brasileira, a despeito do que a mídia de massa nos mostra. Na página do facebook dos caras, existem partituras de algumas músicas para os interessados em reproduzir essa belezura. Um forte abraço!
Esquerda Volver é um power-trio com origens em Curitiba. O fato curioso e que chama atenção é que todos integrantes da banda são canhotos, daí o nome da banda. Dom Pyccolli, Renato Pereira e Ale Cirino formam esta banda que sem dúvidas é uma das melhores no atual cenário pobre e carente do rock brasileiro. O primeiro cd da banda “Conversão Perigosa à Esquerda” foi produzido por Carlos Maltz, ex-baterista dos Engenheiros do Hawaii, e como não poderia deixar de ter, está repletas de influências da banda gaúcha e progressivas. As músicas são repletas de quebradas de tempo e linhas melódicas. Há até uma música instrumental, Canção da Despedida Definiviva na qual o ex-baterista dos Engenheiros faz uma participação especial. As letras também são destaque com muita inspiração no estilo de Humberto Gessinger mesclando os mundos distintos do interior (psicológico) e exterior (social). O albúm em si é muito ingênuo e muito particular como definiu o vocalista, baixista e letrista da banda, Dom Pycolli. Braços Fortes foi escrita com 14 anos e há muito do sonho do jovem de mudar o mundo e a desigualdade social. E nem por isso de ser uma das melhores músicas da banda e destaque do albúm.
Outras músicas que merecem destaque são Um Pássaro Eterno, uma das melhores músicas de Picooly, O Inverso e a Razão, que talvez seja a mais progressiva, Primeiros Passos a Correr, que abre o disco com perfeição e Vide, Vida Marvada, uma releitura impressionante do clássico caipira de Rolando Boldrin para o chamado pop-progressivo da banda. E é justamente esta caracterização que mais lembra a fase Gessinger, Licks & Maltz dos Engenheiros do Hawaii. A chamada fase GLM trouxe muitas influências progressivóides, e assim, na década seguinte, a Esquerda Volver renasce o estilo com maestria e pomposidade. Abram alas para o RockPoesia PoProgressivo da Esquerda Volver. Revolução armada de Rock e Poesia.
Poderia classificar o Echo & The Bunnymen como o Van der Graaf Generator dos anos 80. Apesar de não terem quase nada a ver em si na música, as duas bandas apresentam algumas peculiaridades. Lirismo desconcertante marcam os dois grupos, com Peter Hammill de um lado e o discípulo Ian McCullogh do outro. Provavelmente, McCullogh foi mandando a Terra com esta missão: a de realizar canções de um lirismo desconcertante e não deixar o que há de mais lindo no rock se extinguir. Enquanto há bandas que prezam muito mais pelo desempenho musical, Van der Graaf Generator e Echo & The Bunnymen fazem o mais importante. Desconcertam seu público fiel com letras lindas aliados a competência musical, um casamento perfeito.
Em 1984, a banda gravou Ocean Rain, o qual se tornou seu albúm mais importante. Contém o mega hit The Killing Moon, uma das músicas mais lindas, belas e perfeitas de todos os tempos. Até os deuses do Pink Floyd, no lado mais escuro da Lua, teriam ficado com uma ponta de inveja de Killing Moon. Em certa ocasião, McCullogh declarou que, em seu ofício de compositor, ele nutria como principal objetivo criar um dia, a melhor música de todos os tempos. E o resultado disso... Chegou muito perto com The Killing Moon, a quase perfeição musical que desbancaria carreiras inteiras de bandas da mesma epóca como The Cure, Joy Division e The Smiths.
O albúm ainda contém outros sucessos e exelentes músicas como Seven Seas e Ocean Rain. Baixe, esta quase perfeição musical já vale o albúm inteiro.
01. Silver 02. Nocturnal Me 03. Crystal Days 04. The Yo-Yo Man 05. Thorn Of Crowns 06. The Killing Moon 07. Seven Seas 08. My Kingdom 09. Ocean Rain Bonus Tracks : 10. Angels And Devils
Devido a grande falta de tempo, o blog permanece sem atualizações. Peço desculpas pelo grande tempo parado e sem postagens no TMBb. Provalvemente a partir de agora serão muitos poucos posts meus, o que abre vagas para contribuidores para escrever e compartilhar aqui no blog. Já existe algumas pessoas interessadas e logo em breve o TMBb voltará com tudo com mais espaço para outras pessoas postarem. Quem estiver interessado também de alguma forma em contribuir e levar o nome do blog adiante, contatar comigo pelo meu e-mail.
Devido a um mês muito intenso pela frente, onde farei 5 provas de vestibular em 5 finais de semana seguidos (11/11; 18/11; 25/11; 02/12; 09/12), aviso-os que o blog durante este período ficará sem postagens. Logo passando este tempo, o blog voltará com os discos normalmente. Alguns discos que saíram do ar, inclusive do Peter Hammill, ainda não foram re-upados devido a falta de tempo. Peço desculpas pela demora, mas logo voltando em dezembro, tudo voltará a normalidade. Agradeço a todos que visitam o blog e baixam os discos, em dezembro as postagens voltam!
Desta vez um albúm de uma das bandas mais injustiçadas de toda a história, o Van der Graaf Generator, subestimado pela maioria e que não deixa a desejar nem um pouco para bandas como Pink Floyd, Yes ou Genesis. Uma banda que revolucionou o rock com orgãos, teclados, bateria (Guy Evans é único!) e arte lírica e o mundo não percebeu. Lançou obras-primas e não deram o merecido valor. Vou colocar mais um albúm desta banda fantástica para que muitos que ainda não conhecem, terem o prazer de conhecer e desfrutar de música de altíssima qualidade. Eles merecem... E o albúm que eu coloco é o albúm que define o som "dark" do VdGG, H To He Who Am The Only One. A banda começa a aprimorar o seu estilo diferente com um tapete de sons espetaculares para a voz majestosa de Hammill evocar seus poemas. Aliás, neste albúm, notamos a aparição do baixo feito nos pedais por Hugh Banton após Nic Potter abandonar o grupo. Banton mostra ser fantástico nisto, muitas vezes nem se notando a falta de um baixista na banda. E notamos também a participação especial de Robert Fripp do King Crimson em Emperor In His War Room inserindo-se a guitarra, muito pouco vista no som do Van der Graaf Generator. Neste disco destacamos também Killer, uma das faixas mais conhecidas da histórida da banda, e uma das melhores letras de Hammill, onde realiza uma metáfora fantástica comparando pessoas a tubarões; "So you live in the bottom of the sea, and you kill all that come near you..." É um dos melhores albúns da banda, lançado em 1970, antecedendo um dos maiores albúns que a música já viu, Pawn Hearts (postado aqui no blog já) em 1971. Baixe e não perca mais tempo sem ouvir Van der Graaf. Sublime!
1. Killer 2. House With No Door 3. The Emperor In His War-Room 4. Lost 5. Pioneers Over c.
Continuando com a escassez de contribuição dos anos 80 para o rock, e talvez um dos últimos grandes albúns, é Closer do Joy Division. Albúm póstumo, lançado logo após o suicídio de Ian Curtis por problemas conjugais e o agravamento do estado de sua epilepsia, Closer é memorável. Neste albúm, eles se superaram, com composições que viriam a influenciar todo o post-punk na década de 80. No ritmo de Closer, Love Will Tear Us Apart embalava as rádios, tornando-se a música mais conhecida da banda, mas acabou não entrando no cd, dando espaço para outras pérolas como: Atrocity Exhibition, Isolation, Passover, Heart and Soul e Decades. É um disco melancólico demais, até pelo estado de saúde de Ian Curtis, que já deveria estar prevendo sua morte, este albúm não cai muito bem naqueles dias de sóis... É aconselhável ouvir de vez em quando, degustando uma obra-prima do rock como ela merece.
1. Atrocity Exhibition 2. Isolation 3. Passover 4. Colony 5. A Means to An End 6. Heart and Soul 7. Twenty four Hours 8. The Eternal 9. Decades
Um dos grandes destaques dos pobres anos 80 são The Smiths, a revolução a base de guitarras. Morrisey, um dos maiores poetas do rock, lidera a banda em The Queen is Dead que é considerado sua obra-prima. Outro albúm que é sempre presente em lista de melhores de todos os tempos e todo aquele blá-blá-blá. O fato é que o albúm é realmente de uma qualidade inquestionável (há vida sim fora do prog!) e merece sim estar ao lado de grandes obras sessentistas e setentistas nestas listas impafiosas. No entanto, além da consolidação da banda, surgem problemas, Johnny Marrr estava exausto e andava a beber demais e certas pessoas começavam a fazer-lhe crer que não precisava do Morrissey. Rourke foi demitido da banda por problemas com heroína, mas acabou por regressar, apesar de ter sido momentaneamente substituído por Craig Gannon. Após o regresso de Rourke, Gannon fez segunda guitarra até ao fim da tour. Destaque para os singles Bigmouth Strikes Again, The Boy With The Thorn in His Side e There Is A Light That Never Goes Out, além de I Know It's Over, uma das mais melancólicas letras de Morrissey.
1. The Queen Is Dead 2. Frankly, Mr. Shankly 3. I Know It's Over 4. Never Had No One Ever 5. Cemetery Gates 6. Bigmouth Strikes Again 7. The Boy With The Thorn In his side 8. Vicar In A Tutu 9. There Is A Light That Never Goes Out 10. Some Girls Are Bigger Than Others
London Calling, terceiro albúm da banda inglesa de punk The Clash é um dos albúns mais bem sucedidos de todos os tempos. Na epóca, virada de década 70/80, a banda já era considerada como uma das melhores do mundo, sendo endeusada até demais por seus fãs. Foi lançado em albúm duplo com preço de albúm simples em 1979, tendo sucesso imediato. O conteúdo do disco é muito variado, indo desde o punk que abre o albúm London Calling, indo para um ska em Wrong 'em Boyo, passando por um disco em Lost In Supermarket e o rockabilly de Rudie Can´t Fail. O conteúdo das letras é muito político, criticando o desemprego e as doenças da sociedade britânica. Um albúm engajado. Em muitas partes, a banda foge do seu estilo, o punk, transformando o albúm numa variedade muito grande de estilos. Mas isto não afeta a maestria do albúm, transformando-se num dos maiores sucessos do rock. A capa, com Paul Simonon destruindo seu baixo durante um show em New York Palladium em 1979, transformou-se numa das imagens mais conhecidas do rock de todos os tempos. Capa épica. Destaques para os sucessos London Calling, Clampdown, Spanish Bombs, Death or Glory, Train in Vain, Lost in the Supermarket e The Guns of Brixton. Um Greatest Hits praticamente.
01.London Calling 02.Brand New Cadillac 03. Jimmy Jazz 04. Hateful 05. Rudie Can't Fail 06. Spanish Bombs 07. The Right Profile 08. Lost In The Supermarket 09. Clampdown 10. The Guns Of Brixton 11. Wrong 'em Boyo 12. Death Or Glory 13. Koka Kola 14. The Card Cheat 15. Lover's Rock 16. Four Horsemen 17. I'm Not Down 18. Revolution Rock 19. Train In Vain
Bob Dylan, um dos maiores letristas de todos os tempos, começou sua carreira tocando folk tradicional, lançando hits como Blowin' in the Wind e fazendo muito sucesso neste campo da música. Quando lançou o clássico do rock, Highway 61 Revisited, mudou os rumos de sua música, aproximando-se do rock e foi considerado um traidor com os fãs da carreira folk que antecedia este albúm. Dylan eletrifica sua música, voltando-se mais para o rock, que agitava a década nessa epóca (1965), acompanhado de uma banda de blues-rock como apoio. Com canções e letras mais pessoais e introspectivas, ligadas a uma visão muito particular do mundo, como desilusões amorosas, liberdade pessoal, contra-cultura, influenciados pela poesia beat, e principalmente pelo livro On The Road de Jack Kerouac, aclamada como bíblia da geração beat e que fez Dylan fugir de casa. Foi aclamado pela crítica, ampliou o seu público, mesmo sendo chamado de "traidor" por fãs do Dylan cantador folk, tornando-se cada vez mais influente entre artistas contemporâneos e lançando os mais apreciados sucessos de sua carreira, com uma série de canções clássicas de seu repertório: Ballad Of A Thin Man, Like a Roling Stone, onde é sempre a canção que lidera qualquer lista de melhor música de todos os tempos, e Desolation Row, um hinocom seus 11 minutos, canção essa que prova que Bob Dylan é gênio. Se alguém duvidar algum dia disto, Desolation Row basta. Simples assim.
01. Like a Rolling Stone 02. Tombstone Blues 03. It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry 04. From A Buick 6 05. Ballad of a Thin Man 06. Queen Jane Approximately 07. Highway 61 Revisited 08. Just Like Tom Thumb's Blues 09. Desolation Row
Muita gente tem aversão à banda gaúcha Engenheiros do Hawaii, principalmente nos últimos tempo devido ao albúm solo acústico MTV de Humberto Gessinger com um pop tosco. Mas muitos não conhecem os tempos de glória desta grande banda que na fase progressiva 1990-1994 produziu discos clássicos do rock nacional. Humberto Gessinger, Augusto Licks & Carlos Maltz, a Santissíma Trindade, começou a incorporar elementos do rock progressivos em sua música no albúm que antece este, O Papa é Pop, com canções mais grandes que o normal, chegando a atingir os 8 minutos, e a divisão de músicas assim como bandas clássicas do progressivo faziam. Várias Váriaveis é marcado pela conceitualidade do disco: A cobra que morde o próprio rabo. A música Não é Sempre/Nunca é Sempre, faixa que encerra o disco, logo após o fim dito por Gessinger, já é grudada com a faixa inicial, O Sonho é Popular, marcando um ciclo que nunca vai acabar. Assim como a cobra da capa, você ouve o disco, e nunca mais pára de ouvir, é um disco eterno.
Marcado por muitos clássicos como Piano Bar, Ando Só, Muros e Grades e a versão de Herdeiro da Pampa Pobredo Gaúcho da Fronteira, este albúm também é cheio das influências progressivas, dando seguimento com o que foi começado no outro albúm e atingiria seu auge em Gessinger, Licks & Maltz (já postado aqui) . Nos shows da turnê, era muito comum Gessinger utilizar baixo e guitarra, e Licks guitarra de 12 no mesmo corpo. Muitos pedais eram frequentes também. Albúm repleto de sintentizadores, oberheim, steinway na linda Descendo a Serra, rhodes, instrumentais mais longos que o normal (Sampa no Walkman, irmã gêmea de Quarto de Hotel; "a mesma esquina em outra canção"), com destaque para os solos de guitarra MAGNÍFICOS de Augusto Licks, MIDI Pedalboard's, locuções ocultas e muito experimentalismo, vide o grito insano em Curtametragem, a vinheta Várias Váriaveis e a união das duas últimas músicas em um conceito só. Augusto Licks realmente faz uma partipação memorável, com solos e arranjos fantásticos como Quarto de Hotel e um de seus melhores solos: Herdeiro da Pampa Pobre realizando um tapping com palhet único. O baixo de Humberto Gessinger também se destaca muito, chegando a utilizar um Fretless em O Sonho é Popular, e não só o baixo como as letras ácidas em respota a crítica, Sala VIP e Muros e Grades, uma das melhores poesias do rock nacional,e sem dúvidas a bateria de Maltz mantendo a paulada sempre, fazendo uma de suas melhores apresentações neste disco. Simples, o power trio dos Pampas: Gessinger, Licks & Maltz.
Deixe de lado o preconceito com a banda e baixe a cobra que morde o próprio rabo logo. Qualquer fã de progressivo perceberá o flerte da banda com o estilo e adorará este albúm. Foi APENAS o disco que eu mais ouvi na minha vida. O disco que moldou todo o meu gosto musical. VÁRIAS VÁRIAVEIS!
É sempre mais difícil dizer adeus quando não há mais nada pra se dizer...
01. O Sonho é Popular 02. Herdeiro da Pampa Pobre 03. Sala VIP 04. Piano Bar 05. Ando Só 06. Quarto de Hotel 07. Várias Váriaveis 08. Sampa no Walkman 09. Muros e Grades 10. Museu de Cera 11. Curtametragem 12. Descendo a Serra 13. Não é Sempre 14. Nunca é Sempre
Após a obra dos deuses TAAB e Aqualung, Songs From The Wood de 1977, talvez seja um dos melhores albúns do Jethro Tull concorrendo com seu irmão gêmeo da fase folk, Heavy Horses. Esta fase folk progressiva, que se completa com Heavy Horses e Stormwatch, possui a melhar formação da banda no meu ponto de vista: Ian Anderson, o messias, sempre a frente da banda com maestria, Martin Barre, lendário guitarrista do Tull, John Glascock, que eu considero o melhor baixista de toda a história da banda e um dos melhores de todo o rock progressivo, com um som palhetado magnífico demonstrando muita técnica e energia, só ouvir a música que abre o albúm, Songs From The Wood ; Barriemore Barlow, John Evans e David Palmer. Uma banda muito bem entrosada, destacando-se em espetáculos ao vivo, que cria justamente a sua obra-prima neste albúm, o melhor de todo o folk progressivo, gênero praticamente criado pela banda escocesa. O albúm ainda tem características de música medieval, vide a fabulosa Ring Out Solstice Bells, que nos remete a lembranças de invernos passados. Foi um dos albúns que logo na minha primeira audição, eu já parei e gritei: "FODA!" . Foi uma reação na primeira hora fantástica. Este som folk do Tull me contagiou demais e eu ouvi ele seguidas vezes no mesmo dia, lembro até que eu não via a hora de chegar do colégio e ouvir ele novamente, era muita ansiedade para a audição do fantástico, Songs From The Wood. Um albúm que marcou minha vida, e que ficará sem dúvidas marcado para sempre. Ian Anderson é deus, é messias, é gênio, enfim, de um cara que compôs TAAB e SFTW, só resta de nós, humanos, reverenciar o mestre!
Destaques para as fantásticas Cup of Wonder, Ring Out Solstice Bells, Hunting Girl e Velvet Green.
01. Songs From The Wood 02. Jack-In-The-Green 03. Cup Of Wonder 04. Hunting Girl 05. Ring Out, Solstice Bells 06. Velvet Green 07. The Whistler 08. Pibroch (Cap In Hand) 09. Fire At Midnight
Red no meu ponto de vista é o melhor trabalho lançado pela banda britânica King Crimson apesar de toda a instabilidade da banda . Ele destaca-se por ser um disco com composições mais elaboradas como Starless, um disco mais maduro. O disco obteve grande sucesso de critica, e até é um dos grandes clássicos da banda. Fez também algum sucesso comercial. Robert Fripp, o homem do King Crimson, mais uma vez mostra toda a sua técnica na guitarra em músicas como Red e Starless. E este albúm talvez seja o que conta com a melhor formação de toda a história do Crimson, com Bill Brufford, do Yes, na bateria e John Wetton nos vocais e no baixo, mostrando serviço também vide Fallen Angel, um clássico do grupo. Um disco realmente fantástico, indispensável em qualquer discografia básica de rock progressivo. Destaque para a magnífica Starless.
1. Red 2. Fallen Angel 3. One More Red Nightmare 4. Providence 5. Starless
Continuando com a genialidade de Hammill aqui no blog, o albúm desta vez é The Silent Corner & The Empty Stage, lançado em 1974, um dos melhores albúns da carreira solo do Camaleão do Rock. Neste albúm, Hammill continua com seu estilo lírico único que o transformou em gênio e criou um estilo muito próprio, caracterizado por longas e expressivas baladas, que incluem marchas harmónicas típicas e uma poesia centrada nas angústias e paixões do homem contemporâneo, as quais são, recorrentemente, as de todos os homens que o precederam. Um albúm mais progressivo que Fools Mate, contendo canções mais longas como A Louse is Not a Home, uma das mais geniais de toda a sua carreira que já vale pelo albúm inteiro. Não fica atrás de nenhum albúm do Van der Graaf, talvez só Pawn Hearts, que está num nível mais elevado que todas as demais obras, mas a obra de Hammill é muito sincera e homogênea, e este albúm é essencial para se aprofundar na música com palavras de Peter Hammill. Baixe-o, afinal é Peter Hammill, garantia de música de qualidade!
01. Modern 02. Wilhelmina 03. The Lie (Bernini's Saint Theresa) 04. Forsaken Gardens 05. Red Shift 06. Rubicon 07. A Louse Is Not a Home
O Van der Graaf Generator trancedeu a realidade com a sua música e poesia. Still Life, lançado em 1976, logo após Godbluff (já postado aqui) é um dos melhores albúns da banda britânica Van der Graaf Generator, liderada pelo gênio lírico Peter Hammill. Uma banda que revolucionou o movimento progressivo com os saxofones de David Jackson, a bateria de Guy Evans e as teclas de Hugh Banton que talvez seja a máquina geradora da banda, com orgãos, piano, mellotron, teclados e baixo, principalmente, nos pedais e claro, ele: o gênio Peter Hammill, que neste disco atinge talvez o seu melhor trabalho vocal, vide a magnífica Childlike Faith in Childhood's End, onde canta com um lirismo e coloca uma emoção na garganta fantástica. Uma banda de rock sem baixo e guitarra com instrumentistas oficiais, apenas participações e excessões, Robert Fripp, Hammill, Banton nos bass-pedals... É sem dúvidas uma revolução na música, progressivo feito de saxofone, teclado e bateria! Destaque para a magnífica faixa final: Childlike Faith in Childhood's End que faz qualquer um amante de boa música gritar e berrar: "Peter Hammill é Deus!!".
"is the cosmos compared to the dust of the past... in the death of mere humans life shall start! "
" Frightened in the silence - Frightened, but thinking very hard! "
01. Pilgrims 02. Still Life 03. La Rossa 04. My Room (Waiting for Wonderland) 05. Childlike Faith in Childhood's End