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maio 12, 2014

Aratiwhat? Alguém viu meu cérebro por aí?

Oeeee galera! Hoje vou apresentar mais uma banda brasileira maluca AI QUE NOVIDADE!



O grupo araticum é uma junção de 5 caras de SP, cada qual trazendo ao projeto um certo apanhado de instrumentos, e (parte legal!) um apanhado de estilos musicais da américa latina; cada música introduz elementos dos estilos musicais com os quais se familiariza, numa sonzeira plenamente instrumental.

Eu gostaria muito de passar com precisão os sentimentos que me causa esse projeto; como estudante de harmonia, piro o cabeção sem parar ao longo do álbum TARDE com a ambientação que vai, volta, viaja, fica feliz, triste, suspensa, dança, descansa... Quero que vocês prestem atenção nisso, escutando o som de maneira atenta, entregue... Sentindo as emoções que flutuam pelo disco todo! Querem tentar uma experiência? Antes de dar o play na primeira música, imaginem a seguinte cena:

Uma pessoa mergulha fundo no meio do oceano. À medida que ela afunda na água azul esverdeado, bolhas de ar ao seu redor lutam para voltar à superficie. Raios de luz penetram n'água, criando feixes e linhas por todo o oceano. Silêncio. De um lado, água. Do outro, água. Silêncio. Bolhas de ar fogem do pulmão, carentes da superfície. Silêncio. Silêncio. Agora feche os olhos e dê o play de o play e feche os olhos. :)

Outra coisa que é muito legal é a combinação de elementos eruditos (loooongos arpejos de flauta transversal e floreados gravíssimos do violão de 7 cordas) com elementos de músicas tradicionalistas (ritmo de baião, harmonia de músicas latinoamericanas) e, claro, outros temperos característicos (ponto pra quem achar o trecho de referência ao super mario hahaha)!





Angelo Ursini - flauta transversal, sax alto, sax tenor, clarinete, kenas, sampoñas, pífanos, caxixis, composições e arranjos.
Bruno Duarte - vibrafone, bateria, e percussão: cajon, mini cajon, rebolo, caxixis, guizos, triângulo, cuíca, tamborim, efeitos, composições e arranjos.
Ricardo Barros – violão de sete cordas, guitarra, guitarra portuguesa, kalimba, composições e arranjos.
Ricardo Pesce - Sanfona, piano,composições e arranjos.
Vinicius Pereira – Contrabaixo acústico de cinco cordas, composições e arranjos.

janeiro 06, 2014

Soonanda: Afroclarinete, fraseados extasiantes e percussão como você nunca viu

Fala galera! Belezinha? It's-a-me, Mario Luigi! Quando falei sobre Pitanga já estava num dilema ferrado sobre discutir a banda previamente mencionada ou esta banda que vos trago hoje: Soonanda (Face). Novamente, apresento um grupo que fogueteia através do teto em termos de inovação musical pela fusão de ritmos e estilos distintos; parte dos integrantes traz ao grupo vibrantes influências da música e percussão africana, por seu próprio histórico musical e pelo envolvimento com o grupo de dança e percussão afro Abayomi, enquanto os instrumentistas de sopro e cordas introduzem nuances de música contemporânea e matizes características de seus instrumentos (pessoalmente, viajo no clarinete) ao som rico e hipnótico do grupo.


O grupo se autodenomina inventivo e experimental, visando a quebra das delimitações da expressão musical — produzir, sentir, dançar — e os sentidos utilizados para apreciar o que se produz. A meu ver, é um belíssimo abandono da rotulação da arte (isto é música, isto é dança, isto é performance) e apresentação desta de maneira simples e complexa, única e holística: como Arte. E pronto.

Não tenho pra vocês um álbum baixável desta vez, mas no SoundCloud (tá ali embaixo também) dos caras, várias músicas expressam o que minhas palavras só fazem você perder tempo tentando entender, pois deve ser sentido.

Pra quem mora em floripa ou visita com frequência, o grupo se apresenta com frequência por lá, fazendo inclusive apresentações junto com o grupo Abayomi

Para os leitores musicistas, fica minha reflexão sobre grupos como o Soonanda: EXPANSÃO. A música apresentada na sociedade como um todo é padronizada e formatada, e mesmo estudando e produzindo música de acordo com o que sentimos e queremos, podemos nos sentir encurralados por idéias repetitivas e mesmices musicais, presentes na vasta maoria das músicas de fácil acesso. 

De progressões harmônicas mais do que surradas à ritmos repetidos e repetitivos, certos elementos estão constantemente presentes na maioria das músicas que conhecemos, e, portanto, ao acessarmos nosso acervo musical mental em busca de criatividade, encontramos um "formato criativo". O pessoal do Soonanda apresenta o novo, o alheio, o diferente. E pra quem tem fome musical, isso é um prato cheio de comidas novas pra degustar e aprender a preparar :) Um abraço!


Integrantes:
Assis Monteiro - Contrabaixo
Diogo Costa - Dununs
Fabio Cadore - Djembê
Léo Cezari – Guitarra
Pedro da Costa - Flauta transversal
Tomaz São Thiago - Clarineta

Telefone: 48 8451-6056
E-mail: soonanda.contato@gmail.com
Canal do youtube: Clique




+Camila Claudino de Oliveira : Obrigado, nega! :)

janeiro 03, 2014

Baião do jazz chorado vai ao carnaval




Olá galera! Tudo bem com vocês? :) Me apresentando, sou Luigi e um dos recrutados no antigo projeto de revitalização do blog; apaixonado por música de corpo e alma, toco violão mas estudo música de modo geral, tentando cada vez mais compreender e saber comunicar dentro desta linguagem tão profunda e sublime.


Apresentando a banda que trago dessa vez, Pitanga em pé de Amora é uma banda que reflete bem o Brasil: uma senhora mistura. Da primeira vez que ouvi a banda, repeti o álbum até não aguentar mais escutar os caras. Os músicos são todos jovens, vinte e alguma coisa anos, e prezam pela liberdade musical, isto é, suas músicas flutuam entre estilos durante a execução sem pudor nenhum, juntando elementos e instrumentos de vários cantos e criando, ao longo do primeiro disco (clique e baixe) ambientes musicais felizes, alegres, tristes, bucólicos e cômicos (hilários!) entre as canções. Os músicos tomam como inspiração cenários muito antigos da música brasileira, usando-os numa espécie de reciclagem inspiracional para criar um som novo com elementos nostálgicos e, pelo caráter refinado da velha música brasileira, muito elaborados.





O trabalho coletivo norteia o cancioneiro do grupo, aonde os integrantes, (Angelo Ursini, Daniel Altman e Ga Setúbal, todos eles multi-instrumentistas), se revezam na autoria das composições letradas por Diego Casas, que além de letrista titular, também faz junto com Flora Popovic e Daniel Altman o vocal da maioria das canções. — Zé Carlos Cipriano





Pitanga em pé de Amora é, na minha opinião, uma das bandas do novo cenário musical brasileiro que comprovam, com muita força, a qualidade da arte brasileira, a despeito do que a mídia de massa nos mostra. Na página do facebook dos caras, existem partituras de algumas músicas para os interessados em reproduzir essa belezura. Um forte abraço!